A forte intertemporada do New York Giants põe mais pressão em Daniel Jones

Com bons reforços na Free Agency e no Draft, o QB precisa chegar aos playoffs da NFL

(Arte: André Martins)

O New York Giants tem um plano desde que Dave Gettleman assumiu o cargo de General Manager: Daniel Jones. O problema é que a surpreendente 6ª escolha geral do Draft de 2019 nunca teve um bom time em suas mãos, mas a temporada de 2021 será diferente. Com a chegada de grandes nomes na Free Agency e boas movimentações no Draft deste ano, o elenco do Giants parece fechado e com chances de brigar pelo título da divisão da NFC Leste. A pressão agora está no quarterback, que precisa performar em alto nível para manter seu futuro como titular e salvar o emprego de Gettleman. 

Em 2020, Daniel Jones tinha desculpas para justificar o péssimo desempenho no ataque. Sem Saquon Barkley, lesionado na segunda semana da temporada, o jogo corrido estagnou. A falta de proteção ao QB, que dependia da atuação do novato Andrew Thomas e do inconsistente Cameron Fleming, impedia que ele tivesse tempo para lançar a bola. Lesões ainda atrapalharam um frágil corpo de recebedores, com atuações fracas e muitos drops em momentos cruciais. 

O resultado foi previsível. Os Giants foram o quarto time com menos jardas áreas (3.336), o pior em quantidade de touchdowns recebidos (12) e o segundo que permitiu mais sacks ao seu QB (50), além de ficarà frente apenas do New York Jets em TDs totais (27). Nem mesmo a grande evolução defensiva foi capaz de levar o time aos playoffs. Resultado: uma melancólica segunda colocação na fraca NFC Leste, com apenas seis vitórias. 

New York, obviamente, seguiu o seu plano de melhorar a vida para Daniel Jones. A franquia assinou com o melhor wide receiver da Free Agency, Kenny Golladay, oferecendo a ele um contrato de cinco anos e US$ 85 milhões. O foco de melhorar o fraco corpo de recebedores também foi visto com a escolha de primeira rodada, Kadarius Toney. Considerando que Darius Slayton e Sterling Shepard seguem no time, em um elenco que também conta com os tight ends Evan Engram e Kyle Rudolph, não tem como Jones reclamar de seus alvos – ainda mais considerando que Saquon Barkley retornará ao backfield

A linha ofensiva segue frágil e sem grandes nomes, mas a esperança é que os jovens escolhidos no Draft de 2020 consigam evoluir. Andrew Thomas (4ª escolha geral), Matt Peart (99ª) e Shane Lemieux (150ª) têm espaço para crescer, e o técnico Joe Judge ainda utilizará o offensive tackle Nate Solder, que optou por não jogar a temporada passada por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Não existem mais desculpas. Daniel Jones precisa jogar em alto nível. Desde que chegou na NFL, ele foi o QB com mais turnovers, totalizando 39 em apenas 27 jogos. Em 2020, em 14 partidas, foram apenas 2,914 jardas aéreas (19ª marca da NFL de 41 QBs), 11 TDs (29ª marca) e um QBR de 61,5 (20º na NFL). Gettleman apostou tudo em Jones com a 6ª escolha geral, quando muitas franquias e analistas não viam este valor no jogador. 

O quarterback agora precisa mostrar que valeu a aposta, assim como Josh Allen fez no Buffalo Bills na última temporada. A situação é similar. Os Bills surpreenderam em 2020, misturando a cultura do técnico principal Sean McDermott com a gigantesca evolução de Allen. E, de fato, parece que New York se inspirou em Buffalo ao investir forte no corpo de recebedores, com a expectativa de que Jones encontre apoio em Golladay, o mesmo apoio que Josh Allen teve em Stefon Diggs. 

Existe um otimismo emergente com as mudanças de cultura geradas pela chegada de Joe Judge, e as grandes movimentações da offseason fizeram a expectativa do torcedor aumentar.  A defesa manteve o astro Leonard Williams e trouxe o corner Adoree Jackson, que formará um grande conjunto com Bradberry e Logan Ryan. No Draft, Azeez Ojulari chegou e já pode ser considerado o melhor edge rusher da franquia, enquanto a escolha de 3ª rodada, Aaron Robinson, pode atuar como slot corner de imediato. Os reforços e a cultura nos mostram que tudo pode dar certo nos Giants, mas nada disso será possível se Daniel Jones não jogar à altura. 

Autor: Bruno Nossig

Sou aluno da ECA-USP, graduando em jornalismo. Joguei basquete quando menino e agora escrevo neste site. Meu twitter é @brunonossig.

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