Coronavírus online: os impactos nos e-sports

Eventos cancelados, torneios adiados e mudanças na rotina dos players

Imagem: Reprodução/Saymon Sampaio. Arte: André Martins

A pandemia do novo coronavírus abalou fortemente o esporte em todas suas vertentes. Grandes eventos cancelados, campeonatos paralisados e jogadores e técnicos diagnosticados com a Covid-19. Mas, se tem uma modalidade que consegue sobreviver durante o período de quarentena, são os e-sports. Muitos campeonatos continuam rolando remotamente e, desta forma, respeitando as medidas de distanciamento social.

Ainda assim, não é possível dizer que não houve consequências. Eventos presenciais foram cancelados ou adiados. Os campeonatos competitivos de FIFA, que eram realizados presencialmente, não acontecerão mais. O ESL One Rio, major de CS:GO, foi adiado para novembro e a Garena postergou o Free Fire Champions Cup, que seria realizado em abril — ainda sem nova data.

No Rainbow Six Siege, as finais da Pro League, que seriam realizadas em São Paulo em maio, foram canceladas. Luccas “Paluh” Molina, jogador da Liquid, lamenta o ocorrido, mas afirma que foi o correto a se fazer. “Eles poderiam ter adiado para mais para frente o campeonato, mas como no cenário aconteceram diversas mudanças nos campeonatos, seria muito difícil programar isso”, comentou o pro-player.

Paluh também explica que os treinamentos em si não foram afetados, mas que a gaming house se esvaziou porque os que conseguem treinar de casa voltaram para suas residências. “Ficaram apenas aqueles que não teriam onde treinar, seja por espaço, ou pelo fato de morar muito longe. A preparação se manteve a mesma, infelizmente as finais foram canceladas, mas continuamos no mesmo ritmo”, completou.

A equipe atualmente lidera a Pro League na região LATAM, que conta com oito equipes, todas do Brasil, e já teria vaga garantida para disputar as finais mundiais da competição. 

Além do cancelamento do evento, Paluh ainda tem passado por dificuldades pessoais e acabou isolado até da família. “Como seria muito difícil arrumar uma forma de treinar na casa da minha irmã, que é onde meu pai atualmente está morando, eu resolvi ficar na gaming house e, desde o começo da quarentena, nao fui ver minha família nenhuma vez”, revelou o jogador, que já está há quase um mês sem voltar para casa.

A Liquid entra em ação pela última vez nesta terça-feira, contra a INTZ, em busca da confirmação do título regional. Com dois pontos de vantagem, basta uma vitória, ou uma derrota da oponente NiP, para a equipe garantir os US$ 50 mil destinados ao campeão. O vice fica com US$25 mil.

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