As 10 principais contratações do futebol brasileiro em 2020

Flamengo e Corinthians se destacam em um mercado nacional de grandes expectativas

Arte: André Martins

O mês de Janeiro acabou e com ele se encerraram as janelas de transferência europeias. Alguns clubes se movimentaram mais (Flamengo e Corinthians), já outros preferiram apostar nas suas respectivas bases (Palmeiras e São Paulo). 

O Intervalo em 5 traz as 10 principais contratações até agora do mercado brasileiro. Nesta lista, contamos apenas novos jogadores, então atletas como Gabigol e Tiago Volpi, que estavam emprestados e foram contratados definitivamente, não foram levados em conta.

1 – Pedro (Flamengo)

Começamos a lista com o principal retorno ao Brasil. Pedro saiu do Fluminense para a Fiorentina como uma grande promessa, mas foi muito pouco aproveitado pela Viola. Foram apenas seis jogos disputados, sendo dois deles pela equipe juvenil, com apenas um gol. Agora, Pedro volta para deixar o elenco rubro-negro ainda mais recheado de talento e ser a “sombra” de Gabigol.

Em duas partidas até agora, Pedro já guardou seu primeiro gol e participou diretamente de outro. Pelo Fluminense, foram 20 gols em 58 jogos, nos quais Pedro demonstrou inteligência para receber a bola e muita qualidade na hora de finalizar. Se ficar longe das lesões que o assombraram recentemente, pode conseguir uma vaga no badalado ataque do Mengão.

2 – Victor Cantillo (Corinthians)

Depois de uma longa novela para ser regularizado, o volante colombiano já é titular absoluto do Corinthians, e fez o torcedor esquecer rapidamente de Ralf. Cantillo veio do Junior Barranquilla por US$3 milhões, onde conquistou dois títulos nacionais: o clausura de 2018 e o apertura de 2019. O novo reforço tem um estilo de jogo bem diferente de seu antecessor, e suas características se encaixam mais nas ideias de Tiago Nunes.

O colombiano é um bom marcador: ganha, em média, 70% das suas tentativas de desarme, e no último campeonato colombiano teve uma média de apenas 0,8 faltas por jogo. Mas o ponto forte de Cantillo é a visão de jogo e os lançamentos longos, principalmente abrindo o jogo para laterais e pontas e criando espaços para sua equipe atacar. Sempre que tiver espaço para armar o jogo, será uma grande arma ofensiva para o Timão.

 3 – Thiago Galhardo (Internacional)

Thiago Galhardo terminou o ano de 2019 já pensando em sua possível saída do Ceará. Afinal de contas, o meia-atacante foi a principal estrela do Vozão, com 12 gols marcados e despertava o interesse de vários grandes clubes brasileiros. Quem levou a melhor foi o Inter, que conseguiu um bom jogador e que deve ser titular frequentemente com o novo técnico Eduardo Coudet.

No ano passado, os gols vieram muito por conta de seu posicionamento, aparecendo sempre na área para completar cruzamentos, seja com a cabeça ou com o pé. Na última edição do Brasileirão, todos os seus gols foram marcados de dentro da grande área. Vale ressaltar também que ele não é aquele tradicional meia armador que pensa o jogo (apenas uma assistência em 2019), e muito mais um finalizador.

4 – Michael (Flamengo)

Junto com Thiago Galhardo, Michael foi um dos jogadores mais visados nesta última janela de transferências. Palmeiras e Corinthians sondaram o jogador, mas foi o Flamengo que acabou levando o ponta do Goiás. Junto com Pedro Rocha, Michael traz mais velocidade para o elenco e deve ser quase um décimo segundo jogador.

Michael em sua apresentação no Flamengo. Imagem: Fred Huber

Em 2019, foram nove gols e cinco assistências, incluindo algumas pinturas como o gol contra o Inter em uma bela jogada individual ou o belo chute de fora da área contra o corinthians. É isso que o Flamengo espera que Michael possa fazer nesta nova temporada: dribles, jogadas plásticas e, principalmente, gols.

5 – Gustavo Henrique (Flamengo)

Gustavo Henrique (o zagueiro, não o youtuber) é o último reforço do Flamengo nesta lista. O ex-jogador do Santos chega para disputar a vaga deixada por Pablo Marí, agora no Arsenal. Seu principal rival na posição será Léo Pereira, que deixou o Athletico-PR, mas a tendência é que Gustavo seja o parceiro de Rodrigo Caio na zaga do Mengão.

No Santos de Sampaoli, o novo reforço do Flamengo era o zagueiro com maior qualidade na saída de jogo, algo que será muito aproveitado por Jorge Jesus. No último brasileiro, Gustavo Henrique teve uma média de mais de três lançamentos certos por jogo, com mais de 50% de aproveitamento. O principal problema foram os cartões: 10 amarelos e duas expulsões em 2019.

6 – Luan (Corinthians)

Depois de anos muito vitoriosos no Grêmio sob o comando de Renato Gaúcho, Luan deixou o clube para realizar seu sonho de infância de jogar no Corinthians. A expectativa é que ele consiga ser a cabeça pensante do time, algo que já não vinha dando certo com Jadson e Sornoza. Em 2019, o jovem Pedrinho, que no meio do ano irá para o Benfica, foi quem melhor cumpriu essa função.

Luan antes de jogo pelo Corinthians. Imagem: Marcos Ribolli

O problema é que, há pelo menos dois anos, Luan já não era mais o destaque do Grêmio, inclusive tornando-se reserva na última temporada. Se ele conseguir voltar ao nível de 2017, quando liderou a equipe gaúcha ao título da Libertadores, será uma grande contratação. Mas, se repetir as atuações apáticas dos últimos anos, pode virar uma grande dor de cabeça para o torcedor.

7 – Germán Cano (Vasco)

O novo centroavante do Vasco tem números sensacionais na carreira: são 129 gols em 282 jogos. Com 32 anos, Germán Cano já passou por diversos clubes na carreira, atuando na Argentina, México e Colômbia, onde teve maior sucesso. No clausura colombiano de 2019 foram 13 gols em 17 jogos. Cano é aquele típico atacante de área finalizador, apesar de também poder atuar pelas pontas.

Neste início de temporada pelo clube carioca, o camisa 14 já marcou dois gols, um pelo carioca e o outro pela Sulamericana contra o Oriente Petrolero, e já parece estar completamente ambientado ao futebol brasileiro. A única dúvida que resta é qual vai ser a música que a torcida vai inventar, depois do sucesso de “Hoje tem gol do Ribamar”.

8 – Guilherme Arana (Atlético-MG)

Arana saiu do Corinthians rumo a Europa como uma grande promessa brasileira. Não deu certo no Sevilla, foi emprestado à Atalanta, não recebeu oportunidades e agora está de volta ao Brasil para atuar pelo Atlético-MG. No último jogo, pela Sulamericana, Arana começou como reserva de Fábio Santos mas estreou no segundo tempo.

Entre as principais virtudes do novo lateral do Atlético Mineiro estão o apoio ofensivo. Durante seu começo no Brasil, foram quatro gols e quatro assistências, contando Brasileirão, Sulamericana e Libertadores. Deve brigar pela titularidade com Fábio Santos, e terá a oportunidade de reencontrar alguns antigos companheiros, como o meia Marquinhos Gabriel.

9 – Fala Zezé, bom dia cara (Grêmio)

Thiago Neves terminou o ano completamente em baixa. Foi um dos principais responsáveis pelo rebaixamento do Cruzeiro, saiu brigado com diretoria e manchado pelo comportamento extra-campo, além de ter seu áudio para Zezé Perrella divulgado. Agora no Grêmio, ele provavelmente não vai ter que cobrar uns 60% e poderá focar somente em seu futebol. Com a perda de Luan para o Corinthians, deve ter várias oportunidades para armar a equipe.

Também é importante deixar claro que Thiago Neves só está nesta lista porque está indo para um clube que há anos vai bem e com um treinador que consegue extrair o melhor de seus jogadores. Agora, rodeado de atletas jovens e promissores no ataque, como Everton e Pepê, ele deve ter mais ajuda. Mesmo aos 34 anos, sabemos que Thiago Neves pode render bem mais do que mostrou ano passado.

10 – Keisuke Honda (Botafogo)

Por último mas não menos importante, a contratação mais inesperada dessa janela de transferências: Keisuke Honda, um dos maiores jogadores da história do Japão foi para o Botafogo. Durante sua carreira, Honda disputou três copas do mundo e fez 37 gols pela seleção. Seu melhor momento na carreira aconteceu durante sua passagem pelo CSKA Moscou, da Rússia, mas o japonês também teve boas passagens pela Holanda.

Experiência o novo reforço do Botafogo com certeza tem. O problema é que o meia já tem 33 anos e nas últimas temporadas teve experiências um pouco inusitadas. Em 2018, foi jogar na Austrália, onde teve uma grave lesão. Não voltou a jogar no mesmo nível e saiu do clube. Ao mesmo tempo em que jogava pelo Melbourne Victory, Honda também era técnico da seleção do Camboja, pequeno país asiático no qual ele é dono de um clube (ele ainda é dono de outro em Uganda). Largou os dois para voltar ao Vitesse, da Holanda, onde disputou apenas quatro partidas.

A principal questão em torno do meia japonês é se ele terá condições físicas para aguentar as competições. Honda não disputa partidas expressivas há quase um ano e meio, com todo respeito ao campeonato australiano. Durante sua carreira, demonstrou ter muita técnica e visão do jogo como um todo. A dúvida é se ele ainda conseguirá repetir boas atuações em um ambiente bem mais competitivo do que se acostumou.

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